Hipertensão: A doença, causas e prevenção

Entre os principais causadores da doença estão o cigarro, o sedentarismo, a obesidade e o álcool. Atualmente, no Brasil, um em cada três adultos têm pressão arterial elevada.

Silenciosa, a hipertensão vai chegando aos poucos, sem que a pessoa perceba. Suas consequências, no entanto, são alarmantes. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pressão alta é responsável por 45% dos ataques cardíacos e 51% dos acidentes vasculares cerebrais. O número de hipertensos não para de crescer, só no Brasil, uma em cada três pessoas em idade adulta sofre com a pressão arterial elevada.

De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, o índice de pacientes com idade entre 18 e 24 anos é de 8% contra 50% para a faixa etária acima de 55 anos. O diagnóstico de hipertensão é maior em mulheres (25,5%) do que em homens
(20,7%). Entre os principais causadores da doença estão o cigarro, o sedentarismo, a obesidade e o álcool.
A hipertensão, ou pressão alta, ocorre quando a medida da força exercida pela circulação do sangue nas paredes das artérias supera 130/80 mmHg. No hipertenso, há um desequilíbrio na eficácia e na produção de substâncias que alargam (vasodilatadoras) e estreitam (vasoconstritoras) as artérias.

O que é pressão arterial?

É a medida da força exercida pela circulação sanguínea contra as paredes das artérias conforme o coração bombeia sangue para o corpo. Ela é medida em milímetros de mercúrio (mmHg) e, normalmente, é apresentada na forma de dois números – por exemplo, 120/80 mmHg.

Causas da hipertensão

Hábitos de vida como alimentação, fumo e exposição à poluição, por exemplo, podem influenciar no surgimento da hipertensão.

Sal em excesso - O sódio gera retenção de líquidos, aumentando o volume de sangue no corpo, o que força a parede das artérias e eleva a pressão.

Estresse - Promove a liberação de catecolaminas, substâncias que elevam a frequência cardíaca e contraem os vasos, o que aumenta a pressão arterial.

Enrijecimento das artérias - Fatores como o avanço da idade, a obesidade e até a alimentação podem favorecer o endurecimento das paredes dos vasos sanguíneos. Com a capacidade de dilatação comprometida, as artérias vão ficando estreitas e, com isso, a pressão do sangue dentro delas aumenta.

Fatores genéticos - Pesquisas já demonstraram que a pressão alta tem um forte componente hereditário, ou seja, normalmente afeta mais de um componente na família.

Obesidade - O excesso de peso estimula o sistema nervoso simpático, contraindo os vasos e gerando uma pressão fortíssima dentro das artérias. Isso obriga o coração a trabalhar muito mais do que deveria mesmo para realizar tarefas simples, como caminhar mais rápido ou subir escadas. Sedentarismo - Também ajuda a estimular o sistema nervoso simpático, que contrai os vasos e aumenta a pressão dentro das artérias. Problemas renais - Podem ser causa e consequência da hipertensão. O mau funcionamento dos rins pode causar retenção de sódio e de líquidos, o que gera o aumento da pressão sanguínea. Por outro lado, a hipertensão descontrolada pode prejudicar o funcionamento dos rins, afetando as artérias que levam sangue a esses órgãos.

Prevenção

Em pessoas não hipertensas, é necessário aferir a pressão arterial pelo menos uma vez ao ano – e por um profissional de saúde. O valor ideal para a redução do risco cardiovascular é de 120 por 80, ou menos. Quando superior, principalmente se ocorre com frequência, é importante procurar um médico. Por não apresentar sintomas, muitos hipertensos só buscam um profissional quando já ocorreu prejuízo maior. Para que haja uma prevenção ainda maior, é interessante que o paciente evite algumas causas citadas anteriormente, como o excesso de sal, alimentos que levem à obesidade, sedentarismo e estresse.